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Faniquito

Faniquito

Por que parou?

27 de junho de 2016

Demos um tempo no Faniquito, como é possível notar.

O site vinha se tornando uma obrigação, imposta por nós mesmos. Um movimento totalmente involuntário, que subverteu o real sentido desse projeto: a nossa diversão pessoal. Sim, o Faniquito nunca teve o intuito de se tornar um trabalho – o que acabou acontecendo. A empolgação nos fez despejar texto atrás de texto, e aos poucos o prazer foi dando lugar a outra coisa não tão agradável. O sinal amarelo acendeu, e o vermelho veio em seguida.

Então paramos, pois respirar é preciso. E repensar também.

Porém, nesses últimos dias começamos a planejar nossa próxima viagem pra valer. Descobrir o que fazer, como e onde ir, o que comer… aquele monte de coisa que tem gosto de primeira vez, e traz de volta a alegria. As peças voltaram pro lugar, e o Faniquito estava aqui, prontinho pra ser retomado nesse novo momento.

Assim será. Mas de uma forma um pouco diferente. A periodicidade será pautada pela nossa vontade e disponibilidade. Quer escrever? Simbora. Não tem o que dizer? Melhor ficar quietinho a sair por aí derramando qualquer coisa. Não temos outra obrigação senão a diversão compartilhada. Que seja feita da maneira certa: com pausas, respiros e capricho. Assim como a gente lida com a nossa vida, esse projeto é apenas um pedaço dela. E a gente volta a dividí-lo com vocês a partir de agora.

Com tudo isso dito e pontuado, voltamos à programação normal 🙂

Causos, Faniquito

Janela ou corredor?

3 de maio de 2016

– Vocês já conhecem a cidade?
– Não, é nossa primeira vez.
– Então troquem de lugar comigo.

E dessa maneira ganhamos a janela de presente na chegada ao Aeroporto Internacional Malvinas Argentinas. Janela. Um lugar onde eu me acostumei a não sentar desde que casei, por puro e simples cavalheirismo. É de lá que a Dé tira as primeiras fotos de qualquer viagem que a gente faça, e as últimas também. Fotos essas que não costumam figurar em nossos álbuns com grande destaque: reflexos, sujeira, falta de foco e mais um punhado de péssimas condições que não fazem desses registros motivo de orgulho.

Se algum morador ou conhecedor da cidade/destino te oferecer a janelinha...

Se algum morador ou conhecedor da cidade/destino te oferecer a janelinha…

...aceite sem pestanejar.

…aceite sem pestanejar.

Mas é da janela que o gatilho é apertado. Quando o avião acelera na pista, sabemos que começou. A imagem de deixar para trás por alguns instantes tudo e todos que conhecemos para mergulhar numa nova realidade é um dos significados mais verdadeiros do faniquito. Quem está no corredor olha pro lado. Quem está na janela volta a ter 8 anos e passa a procurar predinhos, identificar carrinhos, pessoinhas e tudo o que ficou lá embaixo enquanto o avião decola.

É da janela que a gente enxerga o horizonte ficar levemente torto. Entende a geografia dos rios. Reencontra cartões postais. Se diverte na fofura inacreditável e infinita das nuvens. Deixa para trás chuva e neblina, enquanto mergulha num azul perfeito. E é dela também que temos as primeiras e distantes impressões de nosso destino, quando ele deixa de ser vontade pra se tornar realidade.

De zero a dez, sua vontade de rolar em cima dessas nuvens é...

De zero a dez, sua vontade de rolar em cima dessas nuvens é…

A janela do avião é a moldura desajeitada de muitas imagens que quase sempre guardamos pra gente, e pra mais ninguém. Impressões lindas como a chegada àquele primeiro aeroporto citado no início desse texto, a saída assustadora de um corredor de prédios quando decolamos de Congonhas, o tapa na cara que é a chegada ou a saída do Santos Dumont – possivelmente um dos visuais mais avassaladores do mundo, sem exageros.

A bela.

A bela.

A fera.

A fera.

E mesmo quando dela nada se vê, com exceção das luzes da cidade que se aproxima, o ar automaticamente se renova e, por alguns instantes, é possível deixar pra trás tudo o que até aquele momento pesava nas costas. Novos dias num novo lugar – inédito ou não, que não faz parte da sua rotina, e por consequência ainda tem aquele sabor de presente de Natal.

É a única janela da qual vale a pena ver o mundo. Mas não por acaso, quando as portas são abertas, a vontade de conhecer o que está lá fora ultrapassa qualquer belo horizonte – registrado ou não – que possa ser vislumbrado por aquele quadradinho (que nem é tão quadrado assim).

Dinheiro, Faniquito, Fazendo as malas

Do sonho à realidade

5 de abril de 2016

– Qual é a viagem dos seus sonhos?

Eu iria pra qualquer lugar” pode ser a resposta à pergunta que dá título a esse texto. Muita gente que nos visita vive dizendo que adoraria viajar mais, que gosta da forma como descrevemos nossas viagens. Oras, por que não viajar então? Porque decidir um destino e promovê-lo a projeto pessoal pode ser mais difícil do que parece. E digo isso com a experiência de quem não sonhava em viajar até meia década atrás, quando esse tipo de pensamento foi aos poucos ganhando terreno no meu cotidiano. Vou contar aqui, numa lista rápida, um jeito de fazer essa vontade toda virar algo mais. Vamos lá?

Primeiro passo: sonhe, deseje e defina um lugar

Não amigos, isso aqui não é um site de auto-ajuda, e muito menos aqueles canais cafonas do instagram, que trazem frases de efeito pra frustrar seu dia-a-dia de trabalhador. Mas o primeiro passo é sim desejar e querer algo específico. “Ir pra qualquer lugar” não te dá perspectiva, um horizonte, e daí a vontade genérica fica desfocada e sem horizonte. Desse ponto à frustração é um pulinho, e a coisa não toma forma.

Deseje alguma coisa de verdade, por mais bizarra que seja. Gosta de comer? De dormir? De tomar sol? De conhecer gente? Curte algum idioma? Quer conhecer um ponto turístico? Defina o lugar onde você vai encontrar essa coisa que você tanto gosta. Com o destino na cabeça, alimentar o sonho torna-se tarefa mais simples.

Segundo passo: pesquise sobre

Essa alimentação é feita com pesquisa, e pesquisar hoje em dia é uma baba. Não faltam fontes (confiáveis ou não), e nisso o Faniquito também está aqui pra te ajudar. Procure dicas de quem já foi, guias especializados, vídeos no YouTube. A Dé costuma pesquisar os jornais locais do destino desejado, pra saber sobre a situação política de lugares menos conhecidos/divulgados (e isso inclusive pautou nossa não-ida a um possível destino em nossas próximas férias). Toda informação vale, e procure se empanturrar de pesquisa antes de partir pro próximo passo.

Com planejamento, seu sonho ganha nome, número e horário.

Com planejamento, seu sonho ganha nome, número e horário.

Terceiro passo: consulte seu cofrinho

A hora que muitos temem, é o momento de ver quanto custa fazer esse sonho virar realidade. O mais importante aqui é manter a calma e os pés no chão, pois pra tudo tem jeito. Se você tiver economias suficientes e disponíveis para concretizar seu desejo, maravilha! Mas se não tiver, é hora de avaliar cada possibilidade: o tipo de transporte (ônibus, avião, carona, aluguel de carro), estadia (hotel, albergue, bed & breakfast, couch surfing), época para viajar (alta ou baixa temporada), e quanto em média custam alimentação, cuidados essenciais os programas desejados.

O mais importante é não fugir ou desistir antes de se informar direitinho, pois os valores MUDAM, e mudam MUITO considerando todos esses fatores. Se mesmo assim o dinheiro não der, planeje uma poupancinha paralela e faça um projeto a longo prazo. Uma relação muito verdadeira é a que para cada programa pago existe uma alternativa gratuita, e colocar no papel os custos estimados é o passo definitivo pra você aprender a planejar sua viagem.

Quarto passo: comece

Qual a melhor hora pra começar a me planejar“? Agora, meu amigo. É muito difícil fazer esse passo-a-passo num período curto, do tipo “quero viajar daqui a um mês“, a não ser que você tenha dinheiro e tempo sobrando. É uma possibilidade, mas certamente você faz parte de uma minoria. Por isso mesmo, não perca tempo postergando decisões que você pode tomar agora, pesquisas que você pode fazer no seu tempo vago, dinheiro que você pode começar a guardar agora mesmo, e abraçando promoções e oportunidades que surgem a todo momento.

Defina seu foco o quanto antes, e a partir daí siga essa receitinha de bolo, que de tão besta é necessária. Conte com a gente se quiser tercerizar esse trabalho, mas não deixe na vontade uma experiência cada vez mais necessária e esclarecedora. Viajar abre portas, e amplia cada vez mais sua percepção sobre o funcionamento do mundo e das pessoas. Sonhar é bom. Realizar é ainda melhor.

Faniquito

Motivação e consequências

8 de março de 2016

Das tantas coisas que já ouvimos por aí, repercutindo e discutindo as viagens que fizemos, algumas destacam-se e repetem-se com mais frequência. Quando a história envolve algo que seja “fora da curva”, como um destino inusitado, uma dificuldade maior, uma alternativa aos hábitos, as respostas variam: “Eu nunca faria“, “vocês são doidos” e “isso não é lugar que se visite” já cruzaram nosso caminho várias vezes. Não dá pra culpar – cada uma tem sua motivação, e a nossa não é a mais comum de todas.

Talvez seja difícil explicar porquês, mas eu vou tentar assim mesmo.

Ontem estávamos assistindo Winter On Fire: Ukraine’s Fight for Freedom, que é um dos documentários que concorreram ao Oscar desse ano. Trata de um conflito entre o povo ucraniano e seu governo, e ao invés de revelar mais sobre o filme, indico que vocês assistam (ao trailer abaixo, inclusive).

Pois bem. O cenário principal da história é Maidan Nezalezhnosti – a praça central de Kiev. Não sabemos nada sobre a Ucrânia. Assim que os créditos começaram a subir, conhecer Maidan Nezalezhnosti tornou-se um objetivo de vida. Não pela beleza do lugar (e ela justificaria um passeio), nem pelos encantos da Ucrânia. Eu quero em algum momento pisar naquele mesmo chão que um povo de um país soube dar significado ao conceito de nação, de uma forma quase suicida. Um sentimento, que virou motivação, que virou uma revolução.

Motivação. De uma forma muito menor, mas semelhante, que tive ao colocar Auschwitz na minha lista de destinos quando, num futuro qualquer, tivesse a chance de visitar o continente europeu. De buscar num mesmo espaço (obviamente, em períodos diferentes) um maior entendimento sobre certos capítulos que fizeram a gente ser o que é hoje em dia. Como aqui mesmo, no meu país, eu quero me aprofundar com o tempo naquilo que foi e onde aconteceu o período mais nebuloso da nossa História, e tirar da ditadura essa embalagem escrita TABU, para tratá-la da forma como deve ser encarada – uma lição de algo que não queremos mais fazer parte. Minha busca pessoal, viajando ou não, é tentar entender como as pessoas funcionam. E nem sempre dá, todos nós sabemos disso. Sei que a Dé funciona de outra maneira, pois ela tem seus próprios objetivos e buscas pessoais. Assim como você, que está lendo esse texto.

Pra quem prefere conhecer o mundo pela janela, explicar esse tipo de motivação é algo muito complicado. Por que cacetes alguém quer conhecer uma zona de conflito? Uma cidade miserável? Um país sem estrutura? Usar seu tempo livre enfrentando dificuldades, ao invés de partir pro conforto e recompensa?

Não sei.

Maidan Nezalezhnost, e a motivação de demarcar um espaço durante a Revolução.

Maidan Nezalezhnost, e a motivação de demarcar um espaço durante a Revolução.

Mas sei que nos sentimos recompensados. A cada nova viagem a ser pensada (e estamos passando por esse dilema nesse momento), fica cada vez mais claro que gostamos e compartilhamos de um mesmo sentimento: o de conhecer o mundo, em todas as suas camadas, ou pelo menos o máximo que conseguirmos. Em cada dia de pesquisa, a gente aprende um pouco mais. Contesta mais ainda. Se surpreende com coisas novas. Vai traçando planos, desviando rotas, buscando novos desafios. E nos sentindo menores…

Colocando a coisa em perspectiva, para tentar passar uma ideia geral do quanto somos insignificantes e ignorantes: são quase duzentos os países no mundo. De quantos você recebe alguma notícia diariamente? Mais: dos vinte e seis Estados brasileiros, de quantos você de fato sabe ou conhece alguma coisa pra valer? Não dá pra não se coçar, quando a gente nota o quão ínfimo é esse nosso microcosmo. E tomando ciência de histórias como a que assistimos no documentário da Netflix, resistir ao fascínio desse contato direto com a evolução (ou não) do ser humano pelo conhecimento parece um conformismo quase mesquinho. Tão mesquinho quanto se colocar acima de outra pessoa, de ignorar uma nação, ou mesmo de se achar no direito de dizimar um povo.

Num momento tão conturbado e de tanta discussão mundo afora, é hora de nos tornarmos mais responsáveis por aquilo que somos, o que queremos e como faremos pra conseguir. O planeta já girou o suficiente pra nos ensinar grandes lições, mas às vezes o aprendizado precisa ultrapassar o consciente pra chegar no coração. É disso que botar o pé no mundo se trata: mudar os sapatos, dormir numa cama diferente, entender o porquê das coisas, chegando de fora pra, em algum momento, talvez se sentir de dentro.

Entendendo isso, a gente consegue explicar o porquê de tanta vontade em conhecer uma praça no centro de Kiev, por exemplo.

Faniquito

Eu, viajante

23 de fevereiro de 2016

Eu nunca pensei que seria uma daquelas pessoas que se programa todo ano pra viajar. Há 8 anos, quando fizemos nossa primeira viagem, a coisa toda aconteceu de uma forma tão impulsiva, que não foram poucas as vezes que me desentendi com a Dé durante aqueles oito dias: pouco dinheiro, medo de improvisar, insegurança por estar num lugar totalmente desconhecido eram algumas das coisas que me faziam temer mais do que aproveitar aqueles primeiros momentos. Aos poucos, fui me acostumando àquele cenário, e a coisa toda acabou fluindo de uma maneira um pouco melhor. Mas não foi fácil.

Por isso mesmo, entendo as pessoas que resistem a sair da concha. A gente vive ouvindo sobre a tal “zona de conforto”, e o quanto ela acaba “nos protegendo” de tudo aquilo que não conhecemos. É um jeito de enxergar a vida, sem dúvida: no quentinho e fofinho, tudo parece maravilhoso e sob controle. Durante a maior parte da minha vida, era essa a minha cabeça. E da mesma forma, quando ouvia que fulano ia pra não sei onde, tudo aquilo me parecia trabalhoso demais, caro demais, difícil demais pra valer tamanho investimento. Estava enxergando o mundo lá de dentro da minha concha, onde a gente vê as coisas pela perspectiva de um olho mágico, com travas na porta e chave girada. É mais seguro acompanhar a vida daqui, de dentro da redoma.

A gente acaba se boicotando. Encontrando “prioridades mais prioritárias”, e algumas desculpas que reprimem nossas vontades. Claro que custa dinheiro – tudo na vida custa. Dinheiro é necessário. A diferença é o que você faz com o que ganha. Quanto tempo você pretende economizar, de quanto precisa, no que de fato quer gastar, e se viajar for uma opção válida e forte, pra onde quer ir. Pode demorar pouco, pode levar uns dois ou três anos. Se é longe, precisa de tempo, e se você não tem tempo, precisa dar um jeito de conseguir compensar esses intervalos de uma maneira produtiva, pra que a viagem não seja um parênteses, e sim parte da sua vida. A ideia central é: incorporar esse planejamento e todas as suas variáveis ao seu dia-a-dia, de forma que pensar a viagem não seja um ato de desespero, com pouco menos de um mês pra tirar férias, e sim uma ação contínua e abrangente.

Mas como sair de dentro da concha, e incorporar essa rotina?

Planejar. Sempre.

Planejar. Sempre.

Planejar uma viagem é pensar em vontades, escancarar desejos e tentar concretizar alguns sonhos. Tudo isso leva em consideração esse contexto complexo, de distâncias, valores, tempo hábil, deslocamento e diferenças. Transformar dificuldade em ânimo é o primeiro e mais difícil passo. Parece tão difícil quanto dar entrada num carro, num apartamento, comprar um sofá, criar um filho. A gente se sente incapaz até começar a fazer – seja voluntariamente, ou por necessidade. E sim: viajar torna-se uma necessidade quando você começa. Ver novas cores, jogar do imaginário pra memória, ou mesmo experimentar as transformações inevitáveis que uma experiência dessas sempre (e repito: SEMPRE) proporciona são algumas das razões que levam a gente a todo ano repetir esse ciclo, de uma forma tão natural que nem percebemos mais quando começa e quando termina um desses projetos.

Mesmo em um contexto econômico tão adverso quanto o atual, projetos são projetos: existem opções, que às vezes não são tão óbvias, e as vontades, bem… essas nunca mudam. Nossa função é sempre ajudar, incentivar, não deixar a bola cair. Talvez pelo fato de nossa primeira viagem ter sido feita da forma mais absurda possível – ambos desempregados e sem renda alternativa, demorando a entender caro e barato num país diferente, e sem saber sobre como seria o dia seguinte – que a gente assimile as dificuldades como sendo um terreno comum, ao qual qualquer ser humano está sujeito. Na adversidade, aprendemos mais em oito dias do que em meses e meses de namoro. Amadurecemos. Conhecemos coisas novas. Outras opções. Colecionamos momentos, que até hoje têm cheiro de novo. Voltamos felizes – e obviamente, preocupados, mas corremos atrás e ajeitamos as coisas até a viagem seguinte, que teve outros problemas, e mais uma tonelada de ensinamentos, soluções e memórias.

Viajar é um ciclo de recompensas. Seria fácil cair no lugar comum e citar que “dinheiro em viagem não é gasto, mas investido”. Soa babaca quando nosso bolso está vazio, mas aprendemos a dar nossos pulos mesmo com pouco ou quase nada na carteira. Então sim, é um constante investimento viver e proporcionar a outras pessoas esse tipo de sensação. É o que a gente leva adiante, e que nenhum momento de dificuldade é capaz de arrancar de dentro da gente. Sua cabeça muda, você evolui como ser humano e cidadão, além de entender de uma forma muito mais clara sua importância pro mundo e pras pessoas. Viajar é foda. Não existe hora boa ou ruim pra isso: existe sim o planejamento adequado à situação e suas necessidades.

É nossa prioridade – tão inabalável quanto qualquer vontade sincera. Como, quando e onde cuidar dela, depende de você. Quanto a nós dois, um novo planejamento está em andamento, e quem sabe logo mais ele venha parar aqui. Até lá, pense bem o quão gostosa é essa concha, e se essa coceirinha aí não é vontade de dar uma volta pelo resto do oceano…

Faniquito

Ano um

14 de dezembro de 2015

Exatamente hoje completamos nosso primeiro aniversário!

Com um saldo de 89 textos (contando com esse) e 22 países contabilizados até o momento. Um começo de muita realização pra gente, que fez dos nossos papos recorrentes motivo de pauta e disciplina: dois textos por semana, sempre que a agenda de ambos permitisse, com espaço liberado para amigos, conhecidos ou aventureiros que, assim como nós, curtissem soltar o verbo sobre suas experiências pessoais na estrada – fosse ela de terra, asfalto, gramada, de areia, do céu ou mesmo debaixo d’água.

Chegaram à nossa caixa postal as mais diversas histórias: paixões, desabafos, contos, receitas, dicas, percepções pessoais, e o mais importante – olhares diferentes sobre o mesmo assunto. Viajar amplia os horizontes, e isso a gente já sabe. Some mais e mais pessoas, e o horizonte que surge é imensurável. Essa é nossa vontade, sempre: ir mais e mais longe, até conhecer tudo o que uma, duas ou várias vidas permitam.

Da nossa parte, esmiuçamos e fragmentamos nossas próprias experiências, e nos acostumamos a discutir e relembrar nossas viagens semanalmente. Um hábito gostoso, e que fez muito bem à nossa memória. Abrir nossa memoriabilia, tirar dúvida sobre alguns detalhes para ilustrar nosso próximo texto é sempre coisa boa de se fazer, e o Faniquito continuou sendo mais diversão e menos trabalho pra gente.

E mais de 700 fotos, sendo quase todas autorais :)

E mais de 700 fotos, sendo quase todas autorais 🙂

Por isso mesmo, além de apagar velinhas, agradecemos a todos vocês que estiveram com a gente durante esse primeiro ano – seja comentando, curtindo, compartilhando ou enviando textos pra gente, bem como as primeiras pessoas que apostaram no Faniquito para planejar suas viagens. Num ano tão difícil e adverso, procuramos manter o entusiasmo sem perder a noção da realidade. Viajar é sim um prazer, exige esforço, algum investimento (que varia conforme propósitos e condições), e nem sempre essa equação é simples como a gente vê em alguns discursos por aí. Não planejamos algumas coisas que surgiram pelo caminho, como a necessidade de alguns posicionamentos, e senso crítico com determinadas situações. Estamos constantemente buscando esse crescimento, e vocês nos ajudam nessa caminhada.

Nesse nosso penúltimo texto de 2015, somos só alegria…! Se quiserem nos presentear, enviem novos textos – quem já nos escreveu, quem ainda está ensaiando ou mesmo quem nunca cogitou. É bem divertido, acreditem. Aos que gostam desse nosso recheio, sintam-se à vontade para nos divulgar. E se você estiver a fim de viajar, e quiser um roteirinho fora da curva, conte com a gente pra montar um itinerário divertido. Seremos todos muito felizes!

Obrigado mesmo galera! Que seja só o início!